Inflação de setembro 2025 sobe 0,48% e contas de luz sobem 10,3%
IPCA de setembro 2025 subiu 0,48% impulsionado por alta de 10,3% nas tarifas de energia. Inflação acumulada de 12 meses chega a 5,17%, pressionando consumidores.
Quando falamos de inflação, elevação geral e persistente dos preços de bens e serviços em uma economia. Também conhecida como aumento de preços, ela corrói o poder de compra da população e mexe com as contas do dia a dia.
Um dos indicadores mais usados para medir esse efeito é o IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Ele acompanha a variação de uma cesta de produtos que inclui alimentos, transporte, habitação e serviços. Quando o IPCA sobe, a gente sente no bolso, seja na conta de luz ou no preço da carne.
A política monetária, conjunto de ações do Banco Central para controlar a quantidade de dinheiro em circulação entra em cena para frear ou aceitar a alta de preços. Se a taxa de juros sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, o que costuma reduzir a pressão inflacionária. Se o Banco Central relaxa os juros, a economia pode aquecer demais e a inflação volta a subir.
O Banco Central, entidade responsável por definir a política monetária e zelar pela estabilidade da moeda tem a missão de manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo governo. Quando a meta é cumprida, a confiança nos preços aumenta e investidores têm menos receio de perdas. Quando a meta falha, vemos corridas ao dólar e reajustes frequentes nos contratos.
Um exemplo claro são os itens da cesta básica, conjunto de alimentos e produtos essenciais ao consumo familiar. Se a inflação de alimentos cresce 10% em um trimestre, famílias de baixa renda sentem o efeito imediatamente, pois parte maior da renda é destinada à alimentação.
Além disso, a inflação tem relação direta com salários. Quando os trabalhadores exigem reajustes, as empresas avaliam o impacto nos custos. Se o aumento salarial supera a produtividade, a pressão inflacionária pode se retroalimentar, criando um ciclo de alta de preços e novos pedidos de aumento.
Outro ponto relevante é o efeito sobre as dívidas. Juros mais altos, resultado de uma política monetária restritiva, aumentam o custo dos empréstimos. Isso influencia tanto empresas que buscam capital para investir quanto consumidores que financiam imóveis ou veículos.
Mas nem tudo é negativo. Em situações de inflação muito baixa ou deflação, a economia pode entrar em estagnação. Preços que não sobem deixam pouco incentivo para produção e investimento, reduzindo o crescimento do PIB.
Portanto, entender a dinâmica entre inflação, IPCA, política monetária, Banco Central e cesta básica ajuda a interpretar notícias, decidir sobre investimentos e planejar o orçamento familiar. Nos textos abaixo você encontrará análises sobre como essas variáveis se manifestam em diferentes setores, desde esportes até tecnologia, passando por políticas públicas e mercado de trabalho.
Explore os artigos a seguir para ver exemplos reais de como a inflação afeta decisões de empresas, programas sociais e até a programação de TV. Cada publicação traz um ângulo diferente, mas todas compartilham o ponto de partida: o movimento dos preços que impacta a vida de todos nós.
IPCA de setembro 2025 subiu 0,48% impulsionado por alta de 10,3% nas tarifas de energia. Inflação acumulada de 12 meses chega a 5,17%, pressionando consumidores.