Caminhoneiro morre e 13 são feridos após falha nos freios na BR-376

Juliana Sousa - 23 mai, 2026

Uma tragédia marcou a madrugada desta quarta-feira (7) no litoral paranaense. Alisther do Rosário, caminhoneiro de 35 anos natural de Itajaí e residente em Barra Velha, Santa Catarina, faleceu após um acidente grave envolvendo seu veículo pesado. O ocorrido aconteceu na BR-376, em Guaratuba, Paraná, durante a descida da Serra do Mar.

O que começou como uma rotina de trabalho virou pesadelo quando o caminhão perdeu os freios. Alisther não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ele deixa esposa e um filho de apenas um ano de idade. A notícia chegou com força total às famílias e à comunidade de transportadores, lembrando a fragilidade da vida nas estradas brasileiras.

O momento do impacto e a reação das testemunhas

Segundo relatos de motoristas que passavam pelo local, o cenário era caótico. Os destroços do caminhão estavam espalhados pela rodovia, ilustrando a violência da colisão. Testemunhas descrevem momentos de intensa tensão até a chegada dos serviços de emergência. Alguns gravaram vídeos com celulares, mostrando a extensão dos danos materiais e a dificuldade de acesso devido ao terreno acidentado.

A equipe da NDTV Record acompanhou as operações desde cedo. Eles documentaram a complexidade do resgate em uma área de difícil acesso na região serrana. A interdição total da pista no sentido Santa Catarina gerou filas de mais de 20 km. Motoristas ficaram presos por horas, sem saber exatamente o que havia acontecido, apenas vendo a fumaça e ouvindo os sirenes.

Dados oficiais: 13 feridos graves e investigação em curso

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná confirmou os detalhes trágicos. O caminhão dirigido por Alisther perdeu os freios durante a descida. Isso resultou em uma colisão violenta contra outro veículo. Esse segundo carro transportava 16 pessoas no momento do impacto.

Os números são alarmantes:

  • 13 pessoas sofreram ferimentos graves e foram levadas a hospitais no Paraná e em Santa Catarina;
  • No segundo veículo, dois passageiros tiveram lesões graves (um homem e uma criança);
  • Uma mulher teve ferimentos leves;
  • Outros passageiros não se machucaram, mas passaram por trauma emocional.

A polícia científica chegou ao local no final da manhã para realizar a perícia técnica. Só após essa análise detalhada o corpo de Alisther foi liberado para o Instituto Geral de Perícias (IGP). A investigação das causas exatas continua, embora a falha nos freios seja apontada como fator primário inicial.

A Serra do Mar: um desafio histórico para o transporte

Não é a primeira vez que a BR-376 ganha manchetes trágicas. Guaratuba, município do litoral norte do Paraná, tem registrado historicamente um número significativo de acidentes nesse trecho. A topografia é desafiadora: curvas acentuadas, declives íngremes e fluxo intenso de caminhões pesados que utilizam esta rota vital de escoamento entre Paraná e Santa Catarina.

Especialistas em segurança viária alertam há anos sobre a necessidade de melhorias estruturais. Freios pneumáticos podem falhar sob esforço prolongado em descidas longas. Muitos caminhoneiros relatam medo constante ao passar por esses trechos, especialmente em dias de chuva ou neblina. Apesar disso, a pressão econômica obriga muitos a arriscar a viagem diariamente.

O que acontece agora?

O que acontece agora?

A pista foi liberada gradualmente após a remoção dos veículos. Mas as marcas da tragédia permanecem. A família de Alisther busca apoio jurídico e emocional. As vítimas feridas estão em tratamento hospitalar, com prognósticos variados. A PRF promete transparência nos resultados da perícia.

Enquanto isso, outros caminhoneiros continuam suas rotinas, torcendo para que a sorte sorria. A pergunta que fica é: quanto tempo levará para as autoridades implementarem medidas efetivas de prevenção? Estradas seguras não são luxo; são direito básico de quem trabalha no transporte.

Perguntas Frequentes

O que causou o acidente com o caminhão na BR-376?

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o caminhão dirigido por Alisther do Rosário perdeu os freios durante a descida da Serra do Mar. Essa falha mecânica levou à colisão violenta contra outro veículo. A investigação oficial está em andamento para determinar se houve negligência na manutenção ou defeito industrial.

Quantas pessoas foram afetadas pelo acidente?

Além da morte do motorista Alisther do Rosário, 13 pessoas sofreram ferimentos graves e foram encaminhadas a hospitais. Um segundo veículo atingido tinha 16 passageiros, dos quais dois tiveram lesões graves (incluindo uma criança), uma teve ferimentos leves e os demais não se machucaram fisicamente, mas passaram por estresse pós-traumático.

Qual o estado atual da BR-376 após o acidente?

A pista foi interditada totalmente no sentido Santa Catarina durante algumas horas, causando congestionamentos de mais de 20 km. Após a conclusão da perícia pela polícia científica e a remoção dos veículos, o tráfego foi restabelecido. No entanto, recomenda-se cautela ao transitar pela região, pois o trecho permanece perigoso devido às condições geográficas.

Quem é Alisther do Rosário e qual sua origem?

Alisther do Rosário era caminhoneiro profissional, natural de Itajaí, Santa Catarina, e residia em Barra Velha. Ele trabalhava no transporte de cargas entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Deixou viúva e um filho de aproximadamente um ano de idade. Sua história reflete a realidade de milhares de trabalhadores do setor logístico brasileiro.

Por que a Serra do Mar é considerada perigosa para caminhões?

A Serra do Mar possui curvas fechadas e declives acentuados que exigem uso contínuo dos freios, aumentando o risco de superaquecimento e falha mecânica. Além disso, fatores climáticos como chuva e neblina reduzem a visibilidade. Historicamente, esse trecho da BR-376 registra altos índices de acidentes, motivando pedidos constantes por melhorias na sinalização e infraestrutura viária.

Comentários(18)

Joelice Nascimento

Joelice Nascimento

maio 24, 2026 at 15:05

meu deus, que horror! 😱 isso é uma catástrofe total e ninguém tá fazendo nada pra resolver. a serra do mar virou um cemitério aberto pq o governo não cuida das estradas. já vi tantos acidentes ali e sempre é a mesma coisa: freio falhou, pista ruim, gente morrendo. eu tenho pavor de passar por lá de dia, imagina à noite ou com chuva. a família dele merece toda a justiça do mundo, mas o que adianta se a próxima vítima vai ser outro pobre coitado? precisamos de ação agora, não de mais inquéritos que vão parar na gaveta. 🙄💔

Valter Pereiradamotta

Valter Pereiradamotta

maio 24, 2026 at 18:49

mais um caminhoneiro que acha que sabe tudo sobre mecânica e acaba pagando o preço. será que eles não lêem os manuais ou só confiam na sorte? a física não perdoa quem ignora a manutenção básica. :)

Brendo Evangelista

Brendo Evangelista

maio 26, 2026 at 03:44

kkkkk 'a física não perdoa'... como se fosse culpa da vítima. você tem uma visão bem peculiar de responsabilidade social. 😒🚛

Francielle Santos Frann

Francielle Santos Frann

maio 27, 2026 at 11:32

é realmente chocante ver essa falta de preparo técnico em profissionais que lidam com vidas humanas diariamente. a elite intelectual entenderia que segurança veicular exige protocolos rigorosos e não improvisos. infelizmente a massa operária brasileira ainda opera no nível de tentativa e erro o que resulta nessas tragédias evitáveis. deveria haver certificação obrigatória e contínua para esses motoristas.

Lilian Melo

Lilian Melo

maio 28, 2026 at 03:46

sinto muito pela família do Alisther. perder um pai tão jovem é devastador. espero que todos os feridos tenham uma recuperação rápida e tranquila. abraços virtuais para todos os envolvidos nessa triste história.

Juliana Barbosa

Juliana Barbosa

maio 29, 2026 at 11:02

que vergonha alheia. o Brasil é assim mesmo, todo mundo querendo ganhar dinheiro rápido sem respeitar as regras básicas de segurança. se cada um fizesse sua parte direito não teria esse monte de morto nas estradas. é pura irresponsabilidade moral.

Lilian Lima

Lilian Lima

maio 30, 2026 at 15:04

É fundamental que haja uma revisão completa dos protocolos de manutenção preventiva!!! A logística moderna exige padrões internacionais de qualidade!!! Não podemos aceitar mais essas estatísticas trágicas!!! Vamos cobrar dos gestores públicos e privados!!! #SegurançaViária #TransporteResponsável

Andriele Rosa

Andriele Rosa

junho 1, 2026 at 00:08

ai meu deus que tristeza imensa 😭😭😭 minha alma dói só de imaginar o sofrimento da esposa e do bebê. por que Deus permite tanta dor? eu choro junto com vocês. que ele descanse em paz amém 🙏💔

Leonardo Melo

Leonardo Melo

junho 2, 2026 at 10:28

Claro que foi falha nos freios... convenhamos. Mas quem controla a fiscalização? As mesmas empresas que lucram com o transporte? 🤔👀 É tudo uma grande engrenagem capitalista onde a vida humana é descartável. Não acreditem na narrativa oficial da PRF. Eles querem encerrar o caso rápido para não investigar a corrupção nas concessões rodoviárias. 🕵️‍♂️🚫

ROSANA NASCIMENTO

ROSANA NASCIMENTO

junho 3, 2026 at 16:18

Como observadora da sociedade, percebo que a infraestrutura precária é um sintoma de um mal maior. A BR-376 reflete a negligência estatal crônica. Precisamos de políticas públicas sérias, não apenas discursos vazios durante campanhas eleitorais.

clarissa souza

clarissa souza

junho 5, 2026 at 02:38

Gente, eu trabalho com logística há 15 anos e posso afirmar que a situação é crítica. Os caminhões modernos têm sistemas ABS e EBD, mas a manutenção é deixada de lado por pressão de prazos. Os despachantes cobram entregas em tempo recorde, então o motorista pula a revisão. Além disso, a Serra do Mar tem trechos com inclinação de até 10%, o que superaquece os freios a disco rapidamente. Se não houver investimento em freios a ar comprimido redundantes e inspeções aleatórias rigorosas, isso vai continuar acontecendo semanalmente. É uma bomba-relógio social. 😢🚛📉

José Domingos Tolfo

José Domingos Tolfo

junho 6, 2026 at 09:22

A ignorância mata. A preguiça matará. O destino é implacável. Ponto final. 🖋️

Vitoria Martins

Vitoria Martins

junho 7, 2026 at 15:34

Analisando o perfil de risco operacional, nota-se uma falha sistêmica na cadeia de suprimentos. A variável humana está sendo sobrecarregada por demandas logísticas insustentáveis. É necessário um redesign completo dos fluxos de trabalho. 📊🔴

Nicolas Andrade de Campos

Nicolas Andrade de Campos

junho 9, 2026 at 14:34

Vergonha nacional!! Como podem deixar isso acontecer?! Eu já falei mil vezes que nossa cultura de trânsito é medíocre comparada a Europa. Aqui todo mundo acha que lei é sugestão. Precisamos de multas salariais e prisão sumária pra quem dirige sem revisar o veículo. Acorda povo!

Mônica Carvalho

Mônica Carvalho

junho 11, 2026 at 04:42

Que lindo seria se todos nós nos uníssemos para apoiar as vítimas! 💪✨ Vamos fazer um mutirão virtual de orações e também de pressão pelos direitos dos trabalhadores! Juntos somos mais fortes! Não esqueçamos de compartilhar informações seguras! 🌈❤️🙌

Felipe Cabuto

Felipe Cabuto

junho 11, 2026 at 17:25

Cumpriu seu dever com honra, mas a estrada tirou seu sorriso. Que a memória de Alisther inspire mudanças reais na legislação de transporte. A dignidade do trabalhador deve ser prioridade absoluta.

Rafael Souza

Rafael Souza

junho 11, 2026 at 17:28

Morreu. Fim. Pararam de falar?

Henrique Silva

Henrique Silva

junho 12, 2026 at 01:40

olha, eu sei que muita gente vai culpar o governo, mas o cara tinha obrigação de checar o caminhão antes de subir. não dá pra depender só do estado. cada um é responsável pela própria vida. se você não cuida do seu equipamento, é bobagem sua. simples assim.

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